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> > resumo histórico - film commissions em portugal

Há 25 anos Portugal viveu um período de intensa actividade cinematográfica com inúmeras produções estrangeiras a demandarem o País, contribuindo para um enorme desenvolvimento de todo o sector, impulsionando a formação prática e intensiva a um lote de novos técnicos inseridos nas diversas produções, que rapidamente completaram o seu ciclo profissional do estágio ao topo da carreira, tendo muitos deles atingido patamares de excelência. 

Em pouco tempo o número de técnicos reconhecidos deverá ter triplicado, apesar da ausência de regras laborais básicas. Para tentar normalizar o estatuto profissional, técnico, social e económico de todos os técnicos de cinema foi então criada uma associação de técnicos de cinema.

Familiarizada com o conceito Film Commission, a associação constituiu um grupo de trabalho (em 1993/94) com a missão de estudar uma eventual implementação em Portugal, como forma de prolongar o ciclo altamente positivo a que se assistia, que beneficiasse o sector e a economia nacional.

A ideia foi analisada com o Secretariado Nacional do Audiovisual (tutela à data), mas questões essencialmente orçamentais conduziram à sua suspensão. A época em questão implicava recursos relevantes devido ao facto de o projecto assentar todo numa base “hard-copy”: impressão de livros, folhetos e similares, serviços postais, telefonemas e telecópias internacionais (muito caros então), revelações e impressões fotográficas (analógicas), etc... 

Hoje poderá parecer irreal mas ainda não eram recorrentes os recursos da fotografia digital, da internet ou mesmo do telemóvel…

O tema reavivou por volta do ano de 1999 quando o ICAM - Instituto do Cinema do Audiovisual e do Multimedia, decidiu criar internamente uma “Portugal Film Commission”. Infelizmente foi uma experiência de curta duração, tendo sido desactivada pouco tempo depois, nunca vindo a ser relançada apesar de um estudo de 2005 efectuado por uma comissão criada especificamente para debater o assunto o recomendar. Faziam parte desta comissão ad-hoc elementos do ICAM (hoje ICA), do ICEP (actual AICEP) e do ITP (Turismo de Portugal, IP).

O País continuou carente de uma estrutura que noutras latitudes é considerada imprescindível, e em 2011 Portugal continuava a não possuir uma Film Commission de cariz nacional, sendo a sua missão parcialmente executada por algumas estruturas locais (sendo mais conhecida a Algarve Film Commission, activa desde 2006).

Estas reflexões estimularam alguns dos profissionais ligados ao projecto inicial a actualizar os estudos efectuados, adaptando-os face às novas realidades tecnológicas e aos novos paradigmas da informação, recalculando os pressupostos financeiros, com um único e apaixonado objectivo, reanimar um projecto que lhes corria no sangue e na alma, suprindo uma lacuna antiga do País...

... UMA FILM COMMISSION NACIONAL

                                                       1988 -Óbidos, Alcobaça, Ourém, Lourinhã - " Sans Peur et Sans Repproche " de Gérard Jugnot